6 líderes brasileiros listam tendências que vieram para ficar

Seja em casa, ou no trabalho, a nossa vida está passando por mudanças profundas neste momento histórico.

Assim, prioridades precisam ser revistas com frequência e criar estratégias assertivas e rápidas se torna essencial para atravessar a crise. 

Para entender os novos movimentos de consumo, agências se tornaram importantes aliadas para apontar caminhos para seus clientes superarem a crise através de dados, experimentação e criatividade. 

Sob a perspectiva das agências, confira abaixo o que 6 líderes brasileiros contam sobre os desafios que enfrentam e quais as principais mudanças estratégicas foram adotadas para superarem o momento com bons resultados. 


1 - Colocando o discurso em prática

De acordo com Keka Morelle, diretora de criação na Wunderman Thompson, atualmente, nada mais se sustenta apenas com o discurso. Isso traz o foco na ação, o que antes era discurso, precisa se tornar uma prática. 

Alguns exemplos que abrangem essas ações, Morelle cita a aceleração digital do varejo, mudanças no papel dos influenciadores digitais, comportamento do consumidor, cultura das agências, conscientização sobre representatividade social, racial e de gênero.

Além disso, pensar no coletivo também é uma macrotendência, considerando que a grande lição do momento está relacionada a como tudo está interligado, e isso muda definitivamente a forma como marcas e empresas se comunicam. Ou deveria mudar.

Agir faz parte do que você é, do que faz e do que você acredita. É o principal ativo atualmente.


2 - Aceleração Digital

A aceleração digital já passou de ser uma tendência e entrou na realidade. Mas, acredite, muitas empresas ainda não entenderam essa importância. 

Kevin Zung, COO da WMcCann, acredita que essa aceleração digital abriram janelas para o consumo e democratizaram o acesso da tecnologia para muitas pessoas principalmente devido ao isolamento social durante a pandemia. 

Essa aceleração pode ser vista em compras on-line, que aumentaram significativamente atingindo um público maior. Aplicativos de exercícios físicos para fazer em casa e o ensino a distância também ganharam espaço mesmo com as limitações sociais no Brasil.

Esse hábito digital certamente será levado para além da pandemia e tende a assumir ainda mais espaço a médio e longo prazo.


3 - Foco na diversidade

Quando falamos em diversidade, você pensa logo em diversidade social, gênero e racial? Se sim, pense um pouco fora da caixa. A diversidade cultural e regional é uma tendência nas empresas. 

Denise Porto, CEO da agência Blinks, convida outras empresas a refletirem sobre a oportunidade de começar a buscar profissionais em outras regiões do país além da região em que sua empresa está sediada. 

Isso pode ser facilmente resolvido quando empresas derrubarem a necessidade da presença física do profissional dentro da empresa. 


4 - Construção de marca: mais escassez pede mais sensibilidade

A construção de uma marca sempre seguiu estratégias básicas de aproveitamento de oportunidades, investimento com o melhor retorno combinando tecnologia e criatividade para aumentar clientes.

Ainda ampliando e melhorando a experiência da sua marca, produtos e serviços. Dessa forma, o seu negócio pode crescer. 

Isso não mudou, mas agora, de acordo com Fabiano Coura, diretor administrativo SVP na R/GA, o contexto é outro. Muito do que estamos vivendo deve se tornar perene e, para empresas, marcas e até profissionais de marketing, que quiserem prosperar, terão que aprender a vender e se comunicar com fluência em um cenário cada vez mais de escassez. 

Esse aprendizado deverá ser rápido e irá exigir mais assertividade, sensibilidade, precisão e criatividade. 


5 - Dados e pesquisa como fator de decisão

Temos o privilégio de ter acesso a inúmeros dados e pesquisas. Como e porque não usamos isso a nosso favor?

Ter uma estratégia baseada em dados reais garante muito mais assertividade do que se você apenas “achar” que daria certo. Achar, todos nós achamos algumas coisas, não é mesmo?

Para Marcia Esteves, CEO e parceira da Lew’Lara/TBWA, os dados e pesquisas foram responsáveis por nos nortear em meio à pandemia. Deter dados, dentro dos padrões da LGPD, nos dão parâmetros de ação.

Assim, foi possível pautar estratégias com base em uma fonte de dados sobre o novo comportamento das pessoas, posicionando marcas de forma realmente relevante.


6 - Normatização do home office

Podemos comparar exemplos de empresas de São Paulo, com funcionários que demoram até duas horas no trânsito para chegar ao trabalho ou em casa, com empresas que praticam o trabalho remoto para entender o impacto disso na saúde mental das pessoas e na eficiência da empresa.

De acordo com André Palis, Co-CEO e diretor de vendas da Raccoon, não é preciso que funcionários se encontrem presencialmente a não ser que seja por algum motivo muito importante. 

Normatizar o trabalho remoto é uma das mudanças definitivas que André espera. Há muitos desdobramentos que partem dessa iniciativa, como a diminuição do trânsito, poluição e muitos outros fatores, que trazem um impacto positivo na vida das pessoas e da sociedade. 

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24 Mar 2021

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